segunda-feira, 23 de maio de 2011

Entrevistando João Rogério da Silva Dourado

Entrevistador
         Qual era a situação da construção civil quando você se formou?

J.R.S.D
       Bom, a construção civil na década de 80 passou por um momento muito difícil e se recuperou gradativamente, posteriormente, a partir da década de 90. Nos anos 2000, com o incentivo do governo, baixa da taxa de juros, mudanças na legislação e a maior estabilidade da economia, a grande demanda reprimida veio sendo atendida com programas, não só através do governo federal, mas também com a participação das empresas do setor privado.

Entrevistador
         E atualmente o que você acha desse novo cenário nacional? E na sua opinião como será a construção civil daqui a alguns anos?

J.R.S.D
      Eu acho que hoje existe uma carência muito grande de profissionais formados e com experiência em função dessa crise comentada anteriormente.  Acho que o grande desafio dos profissionais que estão estudando e se formando é se preparar para efetivamente adquirir uma experiência prática porque os desafios serão muito grandes, temos mais compromissos por vir que o Brasil assumiu, não só a copa do mundo e as olimpíadas, logo é interessante que efetivamente se procure uma especialização, se aprofundar e reunir o maior número de informações possíveis porque o mercado está realmente precisando do profissional da engenharia civil. A profissão vem se valorizando paulatinamente e é necessário que novas tecnologias sejam utilizadas, novos sistemas construtivos. As grandes obras voltaram a ser executadas no Brasil, o engenheiro precisa efetivamente buscar interagir com os procedimentos, com as novas especificações, materiais novos que estão sendo usados e equipamentos, principalmente em termos de equipamentos para poder dinamizar, reduzir a necessidade de utilização de mão-de-obra, que é um dos grandes problemas hoje da construção civil. Passamos agora no mês retrasado por uma greve de trinta e cinco dias  justamente por causa desse problema do grande número de operários que se necessita numa obra de médio porte, e em outras obras do Brasil com três, quatro, cinco mil homens você observa que frequentemente acontecem problemas de greve e de rebeliões por causa dessa falta de recursos humanos.




      João Rogério da Silva Dourado - Engenheiro Civil

Observações: o CREA do entrevistado não será publicado no Blog e o video sera entregue pessoalmente se desejado devido ao seu tamanho de 300mb. 

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